
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Manifestação hoje do sindicato no centro financeiro de Sorocaba

BANCO DO BRASIL – CCP

Devemos destacar que para assinatura deste acordo o Banco não atendeu a reivindicação da CONTEC para que os funcionários possam recorrer à CCP para recebimento de direitos trabalhistas, sem necessidade de desligamento da Empresa. Tal medida evitaria a prescrição, especialmente de horas extras e desvios de função.
Assim, em razão da assinatura do ACT pela CONTEC, orientamos os Sindicatos que desejarem instalar CCPs a encaminharem os nomes dos dirigentes sindicais que comporão as mencionadas Comissões (Dois titulares e dois suplentes).
DIRETORIA EXECUTIVA DA CONTEC
CAMPANHA SALARIAL 2010: REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO DA CAIXA

A CEBNN/CONTEC propôs iniciar as negociações com a CAIXA pelas seguintes cláusulas:
6a. Horas Extraordinárias
10a. Gratificação de Caixa
19a. Auxílio Educação
29a. Jornada de Trabalho
37a. Programa de Assistência Saúde/SAÚDE CAIXA
42a. Trabalho da Gestante
51a. Liberação de Dirigente Sindical
62a. Isonomia
Depois de iniciarmos aos debates, a CAIXA propôs a alteração na redação da clausula 37a. Programa de Assistência Saúde/ SAÚDE CAIXA, que deverá ser apresentada posteriormente para análise da comissão CONTEC.
Quanto a clausula 62a., a comissão CONTEC insistiu na ISONOMIA de tratamento de TODOS OS EMPREGADOS da CAIXA porque entende que todos os empregados devem ter todos os benefícios, vantagens e direitos iguais.
A comissão CAIXA respondeu que o assunto está sendo tratado em um Projeto de Lei que está aguardando análise do Congresso Nacional. Segundo eles, o assunto não cabe mais à direção do Banco e sim aos poderes Executivo e Legislativo.
Na reunião, a CONTEC apresentou várias denúncias sobre empregados que estão trabalhando além da sua jornada. Como por exemplo, estagiários e outros empregados, que são “orientados” a utilizar a senha de gerentes para prorrogar a jornada de trabalho.
A comissão CONTEC também voltou a denunciar as más condições de trabalho dos avaliadores de penhores. Muitos deles estão expostos a produtos químicos de alta periculosidade em condições altamente inadequadas. Por isto, a CONTEC solicitou uma atenção especial, em nível nacional, com uma solução imediata para este problema.
Ficou agendada nova reunião para o dia 17.09, em Brasília, quando daremos continuidade às discussões da pauta de reivindicações e, dando inicio a discussão dos CONCEITOS das cláusulas econômicas.
Mais uma vez, destacamos a necessidade de mantermos a categoria unida e mobilizada.
Solicitamos que as entidades continuem organizando ações e manifestações e que encaminhem para CONTEC os registros dessas atividades.
Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN
CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O Trabalho do sindicato é diário e incansável e as negociações com banqueiros também
O trabalho do Sindicato dos Bancários não se resume somente nos meses de Campanha Salarial. É claro que durante estes meses o trabalho é muito mais intenso, pois, ele luta por reivindicações em benefício de toda categoria sem exceção. Esse trabalho é feito durante todo ano é como uma semente que é plantada tem que molhar semear todos os dias para que, ela cresça forte. É assim o trabalho sindical. Todos os dias diretores visitam as agências bancárias em busca de novas informações e novos filiados.
A Campanha Salarial teve sua primeira negociação no mês de agosto (24) e os banqueiros como sempre, se mostraram irredutíveis nas três rodadas que já aconteceram e não apresentaram nenhuma proposta concreta ás reivindicações da categoria. Reivindicações que são tão simples e que qualquer empregador que respeite seu funcionário deveria proporcionar como: melhores condições de trabalho, fim do assédio moral e das metas abusivas, mais segurança para a categoria e também para a população e um índice salarial mais justo.
A cada ano os bancos estão cada vez mais obtendo lucros estrondosos e esses valores são responsabilidade dos funcionários que, trabalham cada vez mais diante de imposições de metas abusivas e de assédio moral que sofrem diariamente por gerentes que, esquecem que eles também são funcionários como qualquer outro, mas acabam ficando do lado do patronal por motivos que o sindicato já sabe qual é.
Três negociações já se passaram e os banqueiros só disseram não mostrando o desrespeito com a categoria em não atender as reivindicações do movimento sindical ou até mesmo em não dar uma resposta concreta, ou o mínimo o que a categoria merece: Respeito por trazer lucro aos bancos e pelo fato de ser um ser humano!
No 1º semestre deste ano, só no Brasil, 11 pessoas morreram (bancários, vigilantes e clientes) por assalto a bancos e pela falta de segurança que os bancos proporcionam. Este ano, o Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, levou até a mesa de negociação um item de segurança (instalação das divisórias) que, em Sorocaba reduziu 70% dos assaltos nas saídas dos bancos. Só que a Fenaban recorreu e ganhou, pelo menos por enquanto, em relação a essa instalação e o setor de fiscalização da prefeitura não pode mais fazer seu trabalho. Essa é a responsabilidade dos banqueiros com a segurança da categoria e da população, ou seja, responsabilidade zero!
Já em relação ao emprego 50 mil bancários entre o ano de 2009/2010 foram demitidos ou substituídos. O banqueiro também não se preocupa com a saude do bancário, pois, ao invés de contratar novos funcionários, ficam com um quadro defasado, fazendo com que ele fique sobrecarregado e adoentado. Não é intenção do banqueiro mais contratações, novos empregos, pois, a falta de respeito com o ser humano, a substituição de mão de obra, é muito mais fácil do que gerar novos empregos e preservar a saude do trabalhador.
É por esses motivos e outros que toda categoria já sabe que, a mobilização nesta campanha é muito importante. É preciso mostrar ao banqueiro que o movimento sindical tem força e que a categoria está cada vez mais consciente da importância da união de todos. Porque só assim, que o banqueiro vai começar a respeitar o funcionário e a começar a pensar nas reivindicações que o movimento sindical apresentou. Portanto, entre nessa luta e ajude o sindicato a lutar por melhores condições de trabalho e mais respeito para a categoria bancária.
Banqueiros mostram a falta de respeito com reivindicações e categoria responde com dia Nacional de Luta
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Bancários realizam dia de Luta por mais empregos em Sorocaba
A despreocupação dos bancos com a saude do trabalhador bancário não para aí. Na 2ª negociação sobre saude os banqueiros negaram a isonomia de direitos aos adoecidos (tíquete refeição, alimentação, PLR); o abono de faltas quando o bancário deficiente necessitar, por exemplo, de ajuda técnica auxiliar (reparo em aparelho); e negaram garantir a mesma função e o mesmo salário ao bancário que retorna ao trabalho após afastamento por motivo de saúde.
No que se refere ao pagamento do salário do bancário que recebe alta precoce do INSS, porém é considerado inapto ao trabalho quando se submete ao exame de retorno - nesse período não recebe remuneração alguma , a Fenaban assegurou que irá averiguar o problema, uma vez que a suspensão do contrato de trabalho cessou. Já na questão segurança, os bancos apostam na insegurança.
Apesar de existir lei específica, os bancos não concordaram em proibir o transporte de valores por bancários. A argumentação patronal é frágil. Segundo a Fenaban, é impossível viabilizar o transporte em todas as localidades. O Comando citou como exemplo a Caixa Federal, que já adotou esse procedimento em consonância à legislação. Quanto a instalação de portas de segurança, a Fenaban não assumiu nenhum compromisso, sequer manifestou discordância em relação a proposta do Banco do Brasil e do Itaú Unibanco que anunciaram a retirada das conhecidas portas giratórias.
Diante de todo esse impasse e pela falta de respeito do banqueiro com a categoria, segundo o Comando Nacional só a mobilização pode mudar o rumo das negociações sobre remuneração que ocorrerá nos próximos dias 15 e 16 de setembro. "A mobilização da categoria é primordial para que possamos conseguir mudar o ruma das próximas negociações sobre remuneração", declara o presidente Julio Cesar Machado que está participando de todas as negociações junto com a Federação dos Bancários.
Três rodadas e banqueiros só enrolam: Só a mobilização muda o tom para a mesa de Remuneração
Decorridas três rodadas de negociações, a Fenaban só negou cada artigo da pauta de reivindicações apresentado na mesa de negociações até agora. Depois de dizer não às propostas de emprego no dia 09/09, desqualificar a adoção da Convenção 158 da OIT que trata da dispensa imotivada e a questão dos correspondentes bancários, manteve a intransigência também na quinta-feira, 9, quando o debate do tema foi esgotado. Na verdade, a Fenaban se manteve tão insensível quanto já havia sido nas duas rodadas anteriores quando negou as reivindicações de saúde e condições de trabalho, de combate ao assédio moral, o fim das metas abusivas e mais segurança nos locais de trabalho.
Na próxima semana, nos dias 15 e 16, a remuneração dos bancários estará na mesa de negociação entre o Comando e a Fenaban. Para mudar o tom dos bancos, o Comando decidiu, na véspera, dia 14, convocar os bancários para um Dia Nacional de Luta em todo o país. “A intenção não é só arrancar dos bancos o índice de reajuste de 11%, PLR justa e piso salarial digno”, afirma Aparecido Donizete Roveroni, diretor da Federação no Comando Nacional, “mas principalmente: melhores condições de trabalho, com saúde, dignidade, segurança, menos metas, sem assédio moral – porque o índice e a PLR o lucro paga, mas esses itens se paga com respeito ao trabalhador”, justifica Roveroni.

Vejam abaixo as cláusulas negociadas ontem (09/09) e as respostas dos banqueiros:
Abono Assiduidade: negaram 5 ausências no ano;
Juros menores: negaram convencionar juros menores do cheque especial, do cartão de crédito e de empréstimos;
Horário de atendimento dos bancos: negaram dois turnos de trabalho e abertura dos bancos das 9 às 17h com mais contratações;
Controle das filas: não discutem;
Funcionamento das agências: negaram mais contratações para impedir sobrecarga de trabalho;
Direito de acesso às informações: Não aceitam repassar aos sindicatos informações relativas à jornada de trabalho, condições de saúde e trabalho, reestruturação, aquelas contidas na RAIS, sobre transferências,aposentadorias, rescisões, afastamentos;
Comissão de Tecnologia: a Fenaban não aceita instalar uma Comissão para discutir o impacto das mudanças tecnológicas nas condições de trabalho.
Papel do sistema financeiro
O Comando, ao final da rodada de hoje, cobrou a Fenaban a realização de um seminário sobre o papel do sistema financeiro nacional, envolvendo todos os segmentos da sociedade. O objetivo é estabelecer um sistema voltado ao desenvolvimento econômico-social do país.
Bancos Públicos – Negociações Específicas
Caixa Federal – Nesta sexta-feira, dia 10, o Comando volta a negociar com a Caixa Federal; em pauta, isonomia de direitos, carreira e segurança.
Banco do Brasil – A próxima rodada será no dia 17, sexta-feira.
Fonte: Feeb SP/MS





