sexta-feira, 29 de junho de 2012

AUMENTO REAL É MUITO IMPORTANTE EM UMA CAMPANHA SALARIAL

Enfim a categoria começa acordar para um fator muito importante na campanha salarial da categoria bancaria que é o aumento real.
Este fator só é valorizado pelo trabalhador que permanece por vários anos em um mesmo emprego, visualizando as vantagens de um salário fixo maior.
Do salário dependem outras verbas não menos importantes para o trabalhador, como o repasse do FGTS que quanto maior o salário, maior será o resgate para a compra da casa própria ou no caso da demissão. Outro fator é o repasse feito ao INSS que sustentará a aposentadoria futura do trabalhador.
As variáveis, por mais que atrativas, atraem os descontos do IRRF imperdoáveis aos assalariados. Como verba única, acaba que desaparecendo aqui e ali, em pequenas aquisições e em nada somam para o futuro.
Opinião acertada dos conscientes que pensam no futuro e deixam de lado o imediatismo dos mais jovens.

ADOECIDOS REPRESENTAM 35% DOS PESQUISADOS

Na pesquisa realizada entre os trabalhadores bancários ativos detectamos aproximadamente 35% adoecidos e usuários de remédios controlados.
Se levarmos em consideração que uma boa quantia de trabalhadores já esta afastada este número é assustadoramente maior, principalmente porque alguns insistem em continuar trabalhando mesmo que adoentados com medo de perder o emprego. Assim perdem definitivamente a saúde.
Os números exatos do ultimo ano são 18% de trabalhadores que tiveram afastamento medico enquanto  17% tomam remédios controlados.
Recentemente algumas demissões foram de funcionários que apresentaram qualquer tipo de afastamento medico no passado, o que não garante o emprego a estes se não estiverem fazendo tratamento, lamentavelmente uma verdade que ainda não conseguimos mudar.
O excesso de trabalho, as metas mais do que abusivas e a freqüente demissão de funcionários agrava em muito o estado de saúde do trabalhador, que inadvertidamente também esta deixando de lado a pratica esportiva e a alimentação saudável / adequada, ingredientes importantes  para suportar o estresse diário.

E A PESQUISA, QUE NUMEROS E SUGESTÕES APRESENTARAM?

Nesta semana fechamos as coletas da pesquisa feita com toda a categoria bancaria, para subsidiar nossas discussões na próxima campanha salarial, com os banqueiros.
Respeitamos as dificuldades de se trabalhar em um banco nos dias de hoje, principalmente no que diz respeito a produtividade ao fechamento do primeiro semestre.
O que não justifica é a falta de preenchimento da pesquisa, que por mais demorada que seja em responder, não passava de minuto e meio.
Mesmo assim observamos o desinteresse de alguns e coletivo de outras localidades que ignoraram por completo a importância das opiniões individuais de todos os trabalhadores em qual banco fosse.
Resumimos aqui os itens mais apontados ou votados como queiram, para apreciação dos interessados, em 1686 pesquisas coletadas em um universo de pouco mais de 4.000 trabalhadores:
-1042 são sindicalizados;
-822 do sexo masculino, 792 do sexo feminino e 72 não responderam;
-672 tem até 5 anos de banco, contra 420 acima de 15 anos;
-1428 desejam aumento real de salário;
-1244 desejam como remuneração indireta cesta alimentação maior;
-1716 desejam PLR maior como remuneração variável;
-1312 sonham com o fim das metas abusivas em saúde e condições de trabalho;
-966 trabalhadores desejam o amparo da convenção 158 da OIT, seguido por 896 desejos de novas contratações no quesito emprego;
-1054 pedem até 10% de reposição salarial como reajuste; outros 440 até 15%;
-1088 participam da campanha, enquanto 398 não responderam;
-1218 se revezam entre participar de assembléias e reuniões;
-1106 acham a regulamentação do sistema financeiro muito importante;
-830 acham a redução dos juros, muito importante;
-866 são favoráveis a fusão e incorporação de bancos;
-314 bancários tiveram afastamento medico nos últimos 12 meses;
-280 bancários fizeram uso de remédios controlados no ultimo ano;

PLANO DE SAUDE FICA GARANTIDO A DEMITIDOS E APOSENTADOS, MAS E NO BRADESCO COMO FICA?

Logo que o governo anunciou a mudança nos planos de saúde do País, ficamos preocupados com o Bradesco.
Quando se fala em plano de saúde, nossa preocupação é com o fato de que no Bradesco o que temos é um seguro saúde.
Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) fica bastante claro que o Plano de Saúde tem sua regulamentação especifica e a empresa tem que respeitá-la em suas localidades.
No caso do Seguro Saúde existem algumas brechas que permitem, por exemplo, fazer uso de hospital em outra praça sem obrigatoriedade de prestação de atendimento localizado.
Em caso de internação hospitalar, a estrada será o primeiro obstáculo do paciente e a ANVISA nada pode fazer.
Já fizemos um primeiro contato para tomarmos ciência desta situação nova e até o presente momento, com mais de 30 dias de espera, nada foi dito a respeito pelo banco.

FALTA DE PROMOÇÃO COM SALARIO COMPATIVEL FOI DETECTADO NO BRADESCO

Já oficiamos o RH do banco Bradesco quanto às irregularidades que presenciamos em uma das agências que liberou dois funcionários com cargo de chefia, colocando em substituição aos mesmos um caixa, que sem promoção executa as funções superiores diariamente.
Cofre, dinheiro, abastecimento de caixas eletrônicos, responsabilidade por limites de pernoite e possível transporte de chaves, são alguns dos atributos do funcionário que impotente, carrega o peso das responsabilidades.
O Diretor do Sindicato e funcionário Bradesco David Paes, percebeu a ausência de alguns funcionários na agência bancaria de Piedade e pela movimentação dos presentes no expediente, sentiu que alguma coisa estava errada.
Entregou os informes, conversou com os colegas de banco, mas com o olhar atento aos acontecimentos internos e não demorou em perceber que um caixa fazia a função de chefia.
Sacrificou seu retorno ao final do dia, permanecendo nos arredores do banco para se certificar de que os trabalhos estavam sendo executados pelo caixa. Provavelmente o banco deve ter dito a ele que futuramente será promovido e assim a mão de obra barata fica evidenciada.
Relatos externos de pessoas vizinhas a agência, informam que os funcionários trabalharam alguns dias até próximo das 20 horas, o que totaliza aproximadamente  12 horas de trabalho diário, com a chegada as 8 horas para abastecimento dos caixas eletrônicos e saída ao final da conferencia de todo o movimento.
Outros muitos casos idênticos acontecem no banco região afora sem que tenhamos conhecimento oficial, porem nós sindicalistas sabemos que eles são verídicos, o difícil é provar!
As denuncias são importantes neste caso, faça isso em beneficio de todos!

BB SÃO FELIPE JÁ ESTA COM AS OBRAS QUASE CONCLUSAS

Nesta ultima sexta-feira (29) a diretora do sindicato Sonia Dell Amo,  juntamente com os diretores Toninho Almeida e Valério Garcia foram convidados a visitar as novas instalações do prédio do BB da Hermelino Matarazzo (Chamado São Felipe) fechado por força de uma liminar movida pelo Departamento Jurídico do Sindicato.
Informaram os diretores que a agência ficou bonita, mas faltam alguns pequenos detalhes para a conclusão da obra.
De qualquer modo, como seu fechamento foi através de  decisão judicial depois da fiscalização do Ministério do Trabalho, cabe a ele uma nova fiscalização e a pretendida liberação para funcionamento.
Neste processo ganhamos todos, banco, cliente e principalmente o empregado, que expunha diariamente sua saúde!

ITAU UNIBANCO DEVASTA MAIORES SALARIOS E FUNCIONARIOS ANTIGOS DE CASA

São vários os colegas que perderam suas vagas de emprego dentro do banco para funcionários mais novos, vindos da fusão ou simplesmente novos contratados, que treinados com sangue nos olhos, galgam os cargos com extrema felicidade e sem culpa sobre os ombros afinal, ninguém é mais amigo de ninguém!
Esta cultura esta sendo plantada diariamente e enraizada entre os atuais colegas de trabalho, que pouco se importam quando sabem do desligamento de alguém que já fez muito pelo banco.
Estes novos devem estar preocupados com a rotatividade, pois vários demitidos são novos de casa e por iniciativa própria, desconhecimento das regras ou por pura ganância pessoal, cavam suas demissões quando inventam formulas milagrosas para cumprir as metas impostas pelo banco, que através de sua auditoria elimina o “mal profissional”.
O mercado esta cheio de gente boa. Fora dele vários procuram retornar a ativa pelas vias legais, mas esbarram nos jovens que também procuram um lugar ao sol e o prejuízo é sempre do mais velho.
A experiência adquirida em longas jornadas começa faltar em algumas agências que, por ignorância dos novos cometem erros primários e absurdos e se não prejudicam os clientes, acabam se prejudicando com demissões por justa causa e aí o sindicato não pode fazer muita coisa.