sábado, 4 de agosto de 2012

ROTATIVIDADE BANCARIA ADOECE CATEGORIA


Quando perguntamos para o bancário, como se sente trabalhando no banco nos dias de hoje, quase sempre a resposta é “Eu era feliz e não sabia!”.
Os bancos que tinham uma política voltada especialmente ao quadro de funcionários, foram sistematicamente comprados pelos maiores bancos do País e quem perdeu foram os funcionários.
Automações, fusões, terceirizações, quarteirizações, correspondentes bancários, metas abusivas, falta de funcionários, execução de três ou quatro funções diferentes, são alguns dos motivos para o adoecimento da categoria, que começa afetar o quadro gerencial dos bancos, antes imunes a doença.
Um funcionário que saiu de um banco grande descansou alguns meses e foi à luta para voltar ao mercado de trabalho, num banco que julgou menor, onde nadaria de braçada.
Na primeira semana de trabalho pediu demissão!
Ficou inconformado de ter que visitar inúmeros clientes e prováveis clientes, tendo ainda que executar todo o trabalho burocrático ao final de cada dia. Hoje presta serviços para os bancos em empresa própria, aberta com ajuda do banco que o demitiu.
Conversava com um gerente da CEF, coisa de 15 anos atrás e sua reclamação era a de não poder concorrer com os demais bancos, pois a Caixa cumpria somente um papel social para o Governo Federal. Aposentou-se recentemente, dizendo-se quase louco com a vida transformada da água para o vinho.
O Itaú Unibanco demitiu mais de 9.000 trabalhadores em um ano. Entre março e junho/12 o Itaú demitiu 3.777 funcionários, enquanto no Bradesco foram 571 e no Santander 135, no mesmo período.

Em matéria recente divulgada em nossos informativos, o numero de contratados bancários só foi positivo (comparação entre demitidos e admitidos no período), graças à contratação de mais de 1.100 funcionários pela CEF. Os bancos contribuem com apenas 0,22% do milhão de empregos formais gerados na economia neste ano.

O Brasil vive uma das mais baixas taxas de desemprego, não graças aos bancos que continuam incentivando a informalidade, que eles mesmos criticam em mesas de negociações especificas, como sendo problema para a geração de impostos.

Eles odeiam ser comparados com o setor industrial e por elas são criticados também, afinal o que produzem de bom para o País? Demitem, cobram altas taxas, não investem no social, terceirizam e através da rotatividade descobriram um filão para ganhar dinheiro.

Em 2010 os correspondentes bancários eram cerca de 158 mil e em apenas dois anos este numero dobrou, saltando para 300 mil.

Vamos aos números dos bancos:
-Em 2011 os seis maiores bancos no Brasil somaram R$ 50 Bilhões de Lucros;
-No primeiro semestre de 2012, Itau, Bradesco e Santander somaram 16 Bi;
-No primeiro Trimestre, os cinco maiores somaram R$ 12 Bi;

Agora os números dos trabalhadores, pesquisados pelo DIEESE:
-No primeiro trimestre de 2012, os novos contratados tiveram achatamento salarial de 38,2% comparados aos demitidos;
-A remuneração média dos novos é de R$ 2.656,92, enquanto que a dos demitidos era de R$ 4.299,27;
-Na media nacional a redução salarial dos novos é de 7% comparada a dos demitidos;
-Ainda amargamos a redução de postos de trabalho.
 
O resultado final deste balanço é que cada dia mais os bancos se solidificam graças a mão de obra barata adquirida com a terceirização e os correspondentes e a precarização dos trabalhos afeta diretamente o cliente bancário, que assiste a tudo impotente .
O corte dos gastos com o atendimento foi de longe, a manobra mais agressiva contra a empregabilidade brasileira e o governo lança campanhas para a geração de empregos, fechando seus olhos para essa brutalidade cometida contra o cidadão.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CALHORDA?! ISSO É PROFISSIONALISMO?!

Significado de calhorda no Dicionário inFormal online de Português. O que é calhorda: Desprezível, sem caráter, que causa nojo e repulsa.
Isso tem nome é ASSEDIO MORAL!
Agora o que precisamos é do desejo do agredido e uma única testemunha para provocar a demissão até por justa causa, alem de deixar o banco em má situação, principalmente em época de campanha salarial.
Chegamos realmente no fundo do poço.
Por mais que tenhamos dias horríveis e cobranças descabidas, chamar outro ser humano e companheiro de trabalho de calhorda é de uma falta de educação e covardia tremenda. Nem o pior inimigo merecia esta ofensa.
Já ouvimos muita coisa dentro dos bancos privados e nada foi próximo desta agressão ocorrida no Banco do Brasil.
Nossa diretora já passou pela agência e soube por boca dos parceiros de trabalho, que a agressão aconteceu. Reservamos ainda os nomes e a agência onde ocorreu esta agressão e esperamos retratação dos superiores, ou no mínimo uma penalização contra a agressora, que dizem anda nervosa ultimamente.
Sim, é isso mesmo “agressora”! Temos orgulho em falar que as mulheres estão ocupando cargos importantes na sociedade, mas algumas não conciliam carreira profissional e bom relacionamento.
O professor da UNICAMP Roberto Heloani relatou em sua palestra, que em uma homenagem a uma mulher de sucesso, enquanto relatavam suas qualidades profissionais, os filhos diziam entre eles, que preferiam uma mãe/mulher presente e com menos da metade da dedicação que tinha como profissional.
Quando somos contratados para prestar nosso serviço à empresa, em nenhum cantinho do contrato esta escrito que o desrespeito pode ser usado. Somos todos pagos para trabalhar e não agüentar desaforos de terceiros, muito menos dos superiores, por mais problemas que eles tenham.
Acredito no bom senso das pessoas e quando os problemas se tornam insuportáveis, um profissional na área de psicologia deve ser procurado e o estresse descarregado de outro modo, de preferência longe do ser humano, muito mais longe dos companheiros de trabalho.
Companheiro é amigo, nunca esqueçam isso!
Excesso de trabalho é culpa da má administração da empresa.
A falta de respeito pelo próximo é pessoal, vem da personalidade, sobrou mimo e faltou berço na infância!
O sindicato esta a disposição da vitima para mover o processo de assedio moral e o banco vai odiar esta situação!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

META DE 300% NO SANTANDER REPERCUTIU MUITO

foram varios os comentarios recebidos em nosso site sobre o assunto veiculado no informativo de julho.
Alguns comentarios falavam da verdade das cobranças e como denuncia, atingiu o objetivo que era divulgar entre todos, o que aparentemente era cobrado de alguns.
Quanto mais se justificam as cobranças, mais elas beiram aos assedios e é em busca desta afirmação que estamos trabalhando diariamente.
Nossa convenção tem assinada uma clausula que trata do assedio moral ou conflito nos locais de trabalho como o banqueiro gosta de chamar. As denuncias são importantes, precisamos de materiais para pontuar em nossos veiculos informativos.

MOTOBOYS E CAMINHONEIROS MOSTRAM AO PAÍS A IMPORTANCIA DAS GREVES

E isso pode acontecer em qualquer categoria profissional, inclusive nos bancos!
Com mais de 200 mil motoboys e pouco mais de 2.000 registros em carteira, os motoqueiros pararam varias avenidas em São Paulo nesta quinta feira e mostraram o poder de uma greve organizada.
Os caminhoneiros, por exemplo, também fecharam varias estradas em busca de um bem comum. Ambos conseguiram seus objetivos, adiando obrigatoriedade de leis que deveriam ser conversadas antes de se propor colocá-las em pratica.
Nos dois casos houve transtorno e prejuízos principalmente na greve dos caminhoneiros, quando as hortaliças subiram mais de 150% por falta do transporte.
No caso dos bancos, tudo o que entra e tudo o que sai do País depende dos bancários e uma greve bem feita, com adesão total, acaba com os planos patronais de desacreditar a categoria, trazendo ganho real valorizado e o respeito da população, em apenas alguns dias.
Cada categoria com seu problema. Mas o resultado, pode acreditar, é sempre melhor com a adesão de todos!

EMISSÃO DE SENHA PROVOCA APARECIMENTO DE FUNCIONARIOS NOS CAIXAS

Contou-nos um fiscal da prefeitura que, atrasado para seus compromissos ainda precisava passar em uma agencia do banco Itaú Unibanco e naquele dia em especial o banco estava lotado. Olhando em volta, não visualizou o emissor de senhas e saiu procurando por ela.
Achou-a como falou, quase que escondida num cantinho do banco. Retirou sua senha e para confirmar o que já falamos, começaram aparecer funcionários de dentro do banco para cumprir o tempo de espera e de propósito, escondeu sua senha para ver a agilidade no atendimento. Um funcionário procurava a senha para verificar o cumprimento da lei
Verdadeiramente o fiscal foi atendido antes dos 15 minutos e beneficiou todos os que já esperavam por mais de meia hora na fila.
O impasse foi resolvido com facilidade. Difícil é fazer a população entender que pode ajudar na manutenção de nossos empregos. Mais que difícil é convencer os gerentes que precisam brigar por mais vagas de trabalho. Impossível é abrir os olhos do governo federal, que pode cobrar os banqueiros a cumprirem seu papel social, atendendo as necessidades da população sem cobrança de juros absurdos e gerar emprego, dando oportunidade aos jovens e valorizando a experiência dos mais velhos.

DIVISORIAS DE FAZ DE CONTA

Divulgamos em nosso site as notificações e multas que já começaram ser aplicadas pelo setor de fiscalização da Prefeitura de Sorocaba e até onde pudemos acompanhar, ainda foram visitadas as agências desprovidas do equipamento, o que afrontava a lei municipal.
Logo as notificações e multas serão aplicadas nos bancos que fazem de conta que respeitam a lei, colocando um tipo de biombo entre a fila e os caixas, permitindo visão das transações de qualquer ponto interno da agência, menos dos que estiverem em pé “exatamente atrás do biombo”.
Para piorar, o primeiro cliente a ser atendido fica ao lado do “biombo” esperando ser “chamado visualmente”, o que desrespeita outra lei que é a emissão da senha de chegada, que provoca outro desrespeito “falta do visor das senhas”, que na seqüência desrespeita o tempo de espera nas filas dos bancos.
Teremos na próxima semana uma reunião com o chefe das fiscalizações em Sorocaba e colocaremos a disposição deles, nossa experiência diária de apontar quais são os bancos mais problemáticos e os que fazem de conta que estão cumprindo as leis da cidade.

SECRETARIA DE SEGURANÇA PUBLICA INFORMA QUEDA DE CRIMINALIDADE EM SOROCABA

Matéria do jornal Bom dia, destacou que a “criminalidade está em alta na região de Sorocaba”, contrariando informações da Secretaria de Segurança Publica que afirma queda na criminalidade.
Em minha visão e contando com a colaboração dos bancos infratores da lei das divisórias, os crimes estão em alta e acontecendo diariamente.
Um cliente assaltado na saída da agência bancaria procurou por policiais para elaborar um BO e foi informado que aquele era o terceiro crime conhecido como “saidinha de banco” naquele mesmo dia, no entorno do mesmo banco. Para nossa surpresa, nenhum dos três foi divulgado nos jornais locais.
Explicação da policia, os assaltos não são separados como em saída de banco ou nas ruas, são simplesmente relatados como assaltos.
De qualquer maneira, temos uma excelente ferramenta no combate aos assaltos na saída dos bancos, mas os banqueiros preferem gastar dinheiro na contratação de advogados, do que providenciar o dispositivo, que é barato, da tranqüilidade para clientes e bancários, reduzindo por conseqüência a criminalidade na cidade.